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Pelo direito à primavera
Tanto os criticamos pela sua apatia como, a seguir, não os apoiamos nas suas causas

Hoje, muitas crianças e adolescentes saíram à rua para se manifestarem contra as alterações climáticas. Na verdade, para se manifestarem, faltaram às aulas.

Mas há causas que, pela sua seriedade, teriam merecido mais apoio dos adultos. A começar pelo Ministério da Educação. Na verdade, não se trata de uma ponte de Carnaval nem de um protesto de professores ou de funcionários públicos que, antes, já comprometeram algumas das suas aulas, independentemente da justeza desses protestos ou dos festejos que terão justificado que elas não as tivessem tido.

Mas, quando nos alarmamos com a forma como os adolescentes parecem apáticos às questões cívicas, aos compromissos políticos ou aos mais diversos desafios sociais, não deixa de ser inquietante que não nos tenhamos todos associado a um protesto justo. Que se justifica pela forma como todos nós vamos sendo apáticos em relação aos motivos pelos quais as alterações climáticas se dão. E que nos deveriam comprometer muito mais, atendendo à forma como estamos a deixar aos nossos filhos um ambiente doente e degradado, com alterações climáticas gravíssimas que irão comprometer o seu futuro.

Quando se parece convergir para a convicção de que iremos deixar de ter primavera, vermos os nossos filhos lutar pelo direito à primavera, perante a displicência de todos nós que lha estamos a tirar, é triste. Devíamos ir a tempo e - ministério, pais e professores - convocarmos uma nova manifestação pelo direito à Primavera. De forma a que eles percebam que subscrevemos as suas preocupações. Porque não há um planeta B. Nem um futuro B.

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