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Como é que vai a escola?
"O" tópico de conversa a que os adultos recorrem

Como é que vai a escola?” está para um adolescente como falar do tempo para os adultos… Sempre que se cruzam com alguém mais ou menos estranho, num elevador, por exemplo. As pessoas olham-se e olham-nos. Páram, por segundos, fixados na nossa borbulha mais "exuberante". E, depois, quase como se fosse um golpe de misericórdia, perguntam-nos como vai a escola. “Bem...”. É a resposta que todos querem ouvir. E, de seguida, ninguém quer saber mais nada sobre nós. Porque é que os adultos, quando falam para um adolescente, pressupõem que, não sendo a escola, a nossa vida não comporta mais nada? Temos direito a achar que o mundo anda às avessas e que os adultos só ganhariam em ser tão sensatos como um adolescente? Não. É de esperar que tenhamos uma ideia sobre as pessoas e sobre tudo o mais que as torna agitadas, sempre em crises e sem uma ideia muito clara daquilo que querem como projecto de vida? Não. Temos direito a achar que, atendendo à forma como empurram todas as decisões importantes para depois de amanhã, quem tem medo de sair da “idade do armário” não somos nós? Não. E podemos supor que os adultos e o amor parecem estar - quase dia sim, dia sim - numa relação difícil? Não. E será justo afirmar que os adultos e as paixonetas são um caso raro de longevidade? Obviamente que não. Chegados aqui, o que é que resta a um adolescente quando os adultos falam com ele? Nada de sério, claro! A não ser falar da escola. Pois…

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