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Fechados no quarto!
a vida em estado de sítio: 7

Porque todos estamos um bocadinho assustados com o impacto das crianças fechadas em casa, sem escola, com actividades académicas e a interferirem, permanentemente, no teletrabalho dos pais. Porque não deixamos de nos alarmar com os avós e com muitos dos seus comportamentos de risco. E insistimos nas consequências do coronavírus sobre o casamento, por exemplo. Mas, quanto aos adolescentes, todos parecemos razoavelmente “tranquilos”. Ao contrário do que seria de supor, eles não “trepam” pelas paredes. Parecem, apesar de todos os seus ímpetos, mais ou menos sintonizados com o que se está a passar e adequados às limitações dos tempos em que vivemos. E parecem, até, estar menos refilões. Mas devemos, apesar disso, estar mais descansados ou a nossa preocupação, mesmo quando eles parecem ir trabalhando, é tão “mais forte” que nós que já não conseguimos viver sem ela?

Os adolescentes têm uma noção claríssima do que se está a passar. São cuidadosos e meticulosos. E, por mais que entendam que os riscos que correm não são os mesmos que os dos seus avós, e até dos seus pais, cumprem com os cuidados de saúde de forma elogiável.

Mas eles correm o risco de viver “barricados” no quarto, o tempo todo, com o “patrocínio” dos pais. E isso é mau! E de estar “24 horas” por dia ligados “em plataformas que os levam a “socializar”, em todos os momentos; e isso pode ser demais. E a terem “luz verde” para desenvolverem uma relação com o telemóvel ainda mais dependente do que já tinham; e isso não é bom, claro. E a viverem entre as séries, o YouTube e o jogo; e isso é, seguramente, “escorregadio”. E a não terem os pais a escutá-los sobre os seus medos mais profundos e a falar por eles. Por isso, não descanse se o “seu adolescente” não ocupar espaço. Não permita que ele viva fechado no quarto. Não deixe que ele mal se “cruze” com os pais. Exija que as refeições sejam para todos e dêem-lhes o vosso tempo, dentro do que for possível “Puxe a conversa” sobre o que se está a passar. Escute-os. Fale por eles. E fale de si. E de tudo aquilo que vos preocupa. Os adolescentes agradecem.

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