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Aconselha-se o "consumo" dos avós com moderação!
As consequências do seu "uso" podem ser muito perigosas

Toda a gente sabe que o consumo de avós traz consequências para as crianças que deviam ser levadas muito a sério. Que - ninguém duvida - lhes perturbam a sua rotina (pacata) de todos os dias e cujas consequências se fazem sentir no humor, no sono e, sobretudo, no apetite, por exemplo. Porque, depois delas estarem um fim-de-semana (um só!) em casa dos avós, as crianças chegam cheias de manhas quando se trata de driblarem a sopa. E passam a estar autorizadas a não gostar de feijão verde e de alface. E - muito pior - vêem determinadas a acreditar que só mesmo as cenouras é que lhes fazem os olhos mais bonitos! Muitas, passam a só conseguir enfrentar a “falta de apetite” com uma dose generosa de cantigas, de desenhos animados e de outros pequenos caprichos (quase insignificantes, como comerem à janela) que lhes acalentam a alma mas que, todavia, os pais desconsideram, todos os dias. E algumas chegam, mesmo, acometidas dum síndrome esquisito que, não se faz acompanhar de febre ou de prurido, que as leva nem a ter medo do escuro nem dos sonhos maus mas que, todavia, faz com que reclamem, cheias de convicção, que querem dormir acompanhadas “Porque a avó deixa!” (Mas - calma! - se a mãe está para as crianças como, Deus para o Universo será que, por acaso, a avó... manda, mais que “Deus”?)

E, como se nada disso já bastasse, as crianças vêm dos avós anafadas de histórias. Melhor: vêm “viciadas” em histórias! E isso é mesmo muito mau! Porque infernizam os pais, logo a seguir. Uma pessoa vai para para as adormecer e elas, o que é que dizem? “Conta história!”. Acorda-as à pressa, e o que é pedem? “Conta uma história!” E quando, finalmente, uma pessoa respira fundo e lhes conta uma história mal-alinhavada (mas, no entanto, uma história!) o que é acontece? Agradecem?… Não! “Prendem o burro”. E pespegam-nos na cara um “carinhoso”: “Não é assim!”. E, como se isso já não chegasse para enxovalhar o brio de todos os pais, acabam a chamar pela avó!

Aliás, toda a gente sabe que os avós trazem mudanças grandes demais à vida das crianças e elas precisam é de calma. Ao contrário da mãe, não se esganiçam. E, ao invés do pai, não se distraem. E é, até, um pouco estranho como não protestam a torto e a direito e têm paciência e têm tempo. E - muitíssimo pior! - quando estão com os netos, não atendem o telefone, não ficam tomados pelo “nervoso miudinho” e deixam-se ir (com alma!) pelas brincadeiras mais mirabolantes que todas as crianças (perigosamente!) inventam. E brincam, de verdade, com elas, como se mais nada do que aquele momento valesse para mudar os seus dias. E isso tudo devia ser tomado em linha de conta quando se fala do perigo dos “excessos de açúcar”, por exemplo! Porque tantas coisas meladas fazem com que fiquem “mal-habituadas” e imaginem que a vida é só algodão-doce. E isso não se faz! Porque dá às crianças essa ilusão (enganosa) de que o mundo pára só para as ouvir. Talvez seja por isso que, quando vêm dos avós, as crianças cheguem “a falar pelos cotovelos” (que é uma daquelas expressões com que as levam ao engano porque, como se sabe, as pessoas falam é pela boca, claro). E ficam tão concentradas naquilo em que acreditam que chega a parecer que o “mau feitio” vem mais apurado sempre que regressam. E que, à conta disso, ficam mais rebeldes e entusiásticas. E que, por isso tudo, a vida dos pais fica muito mais “difícil”.

Toda a gente aceita que os avós sejam a reserva natural da bondade humana. E isso é bom! Mas, considerando os vícios que trazem a todos os netos, devia existir por aí, escarrapachado por cartazes, advertências do género: ACONSELHA-SE O “CONSUMO“ DOS AVÓS COM MODERAÇÃO. Não é por nada. Mas tanto amor assim, sem condições, todos os dias, ainda acaba por fazer mal. As crianças põem-se a querer fazer “download” de avós em todas as pessoas e, depois, quem paga são os pais. 

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