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Chega de sermos perfeitos!
E de "vendermos" uma imagem que de tão perfeita é "plástica"

Não, não é verdade que só somos bonitos se formos perfeitos. Porque aquilo que nos torna singulares, únicos, inimitáveis e, na verdade, quase perfeitos, são as imperfeições que todos temos. É à conta delas que crescemos. E é por causa da forma imperfeita como pedimos colo, que nos enxoframos por quase-nada ou que "trocamos impressões" que somos bonitos. Aliás, sem as imperfeições humanas as pessoas de coração grande nunca viriam equipadas de "mau feitio". E - mais, ainda - não fossem as nossas imperfeições ligarem-se às imperfeições de mais alguém e jamais nos apaixonaríamos. Por outras palavras, são as imperfeições que nos permitem despentear o coração e virarmo-nos do avesso; todos os dias...
 
Por tudo isto, não é verdade que só somos bonitos quando ficamos bem "na fotografia". Nem quando exibimos, a torto e a direito, a pose da sopa, o perfil do bife, ou o charme da sobremesa. Mais o pôr do sol, claro. E o nosso rosto - ora a sorrir ora enigmático - estampado numa selfie. E o espectáculo a que fomos, e que gravámos grande parte do tempo, sem nunca o sentirmos ou, pelo menos, sem nunca o vivermos da forma que ele merecia.

Portanto, se me permitem, paremos por favor com esta "febre" de posts imagens perfeitas, de sítios perfeitos, com pessoas perfeitas, em poses perfeitas, a fazer coisas perfeitas! Porque, nós, o que temos de mais perfeito são as imperfeições!
Chega, portanto, de andarmos todos a fazer de conta que os momentos bons da vida são perfeitos. E que só estamos autorizados a, mais tarde, recordar tudo aquilo que foi fugaz, descartável, volátil ou fugidio. Porque as fotografias são momentos com histórias. Com pessoas dentro!

Por tudo isto: bons posts! Mas com vida dentro, sim?

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