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Deixemo-nos de histórias, sim…
E vamos contar histórias?

Contamos histórias quando pensamos. E quando sonhamos. Contamos histórias quando espiolhamos, mexericamos e quando coscuvilhamos. Contamos histórias para adormecer. São as histórias que nos devolvem a nós e nos despertam. E contamos histórias a dormir!

Contamos histórias aos nossos filhos. E, todos nós, crescemos a "encher de histórias" os nossos pais. Ah!, e, já agora, somos quem somos em função de várias histórias de amor. Aliás, vendo bem, o nosso amor não passa de episódios, de personagens e de enredos. E, tudo isso junto, são histórias. Histórias preciosas. Com pessoas (únicas!!) lá dentro.

A História, ela própria, faz-se de histórias. As viagens dão-nos histórias. E os momentos de família são uma história, que conhecemos bem, à qual se acrescenta sempre mais um bocadinho. Mais uma história.
As brincadeiras são fábricas de histórias. E até os segredos são histórias (que se sussurram), também.

As cartas de amor são histórias - propositadamente, delicadamente e "amantemente" - escritas só para nós. E o que são, senão histórias, as historietas patetas, com que nos rimos, sempre que as inventámos, ao namorarmos a vida?

Não temos memória(s) quando nos faltam histórias. As histórias esmiuçam a vida porque lhe dão sentimentos. As histórias trazem-nos marcos. Sem elas falta-nos vida.

Com as histórias não deixamos de ser partículas que resultaram da mais absoluta improbabilidade. Somos um acaso, sim; mas com história! E são as histórias, quando as partilhamos, que nos fazem sair de nós e nos tornam pessoas.

Não, as histórias não são importantes; são indispensáveis! Entre os 0 e os 100! Escutar histórias. Contar histórias. Passar a vida por dentro das histórias. Por isso, deixemo-nos de histórias, sim?… As histórias são insubstituíveis! Na verdade, respiramos histórias. Contar histórias é como rezar. Confiamo-nos a alguém que nos escuta. Vendo bem, quem não conta histórias ainda não descobriu que sabe amar.

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