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Música para os nossos ouvidos…
... e o nosso respeito!

Ora bem, pensem comigo.

O nível de pressão sonora é confortável até aos 50db. Entre os 55/65db entramos, todos, em estado de alerta. Ou seja, ficamos prontos à acção. O que, já se sabe, implica diminuirmos a quantidade de sangue enviada para o cérebro, por exemplo, redireccionando-o para os músculos. Ficamos menos confortáveis, menos produtivos e menos capazes, portanto. E ainda só estamos a um nível moderado. A partir daqui, tomando como referência, os 140db como um nível absolutamente ensurdecedor, a exposição a níveis de ruído crescentes introduzem alterações claras no funcionamento do organismo. Começamos por nos tentarmos adequar ao ambiente, diminuindo as nossas defesas. E libertamos mais cortisona para garantirmos a produção de energia. Se se mantiver essa exposição de forma continuada, diminuímos as resistências imunitárias e ficamos expostos a um nível de stress degenerativo. Já para não falar da nossa resistência mental. Só para termos uma ideia, a exposição máxima considerada como aceitável para a resistência física humana a 115db são de 7 minutos. S-e-t-e minutos! Ora, continuem comigo, por favor: em casa, quando as crianças se alvoroçam, por exemplo, com ataques de fúria e nos mimam com uma cena digna de um  filme, entre gritos e choro, facilmente nos aproximamos (e ultrapassamos, até!) os 85db. Se associarmos a esta cena um bebé a chorar de modo assustado e inconsolável, estamos a adicionar à equação, facilmente, mais decibéis. Chega-se aos 90 (podendo atingir-se, no limite, 110). É impressionante, certo? Já me acompanha na minha vénia a todas as mães e pais com mais de um rebento? E aos professores? Mas no topo do topo, curvemo-nos perante todas as educadoras e educadores! É preciso ter garra, senhores! E paixão. Muita paixão, claro.

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