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Mas que crise?
hmm?!

Ora, se em relação à crise da adolescência a minha paciência não será grande - porque se condescende com o que não se devia e se repreende o que o não o merecia, só porque "eles" estão numa "idade parva" - devo dizer que em relação à "crise da meia idade" a minha paciência é, ainda, menor.

Ora, eu acho que é sério que uma pessoa deite contas à vida. Acho que é própria das pessoas corajosas que elas se perguntem onde estão os seus sonhos. Em que é que não se revêem. Que balanço merecem as relações que construíram. Que sonhos e que projectos têm "em cima da mesa" para levar por diante. E de que forma se imaginam a mudarem para melhor.

Aliás, a mim parece-me que "a crise da meia idade" é um daqueles slogans que se utiliza, num tom depreciativo, para dissuadir alguma tentação de mudança que alguém queira fazer, como se se quisesse dizer que quem muda e recomeça e se reinventa e guerreia por aquilo em que acredita não merecesse admiração mas, somente, condescendência e "desconto".

Tenho - dá para entender, não dá? - o maior respeito pelas pessoas que trabalham muito para mudar. E que são determinadas e insubmissas quando lutam por tudo aquilo em que acreditam. Mas sem "crises", sim? Até porque porque - que fique claro - se se é mais sábio na "meia idade" é muitíssimo mais difícil (e bem mais duro) mudar!

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