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A felicidade é sempre um reencontro
A felicidade não é um caminho. É sempre um reencontro

-Estou o mais madura que sempre estive. Mas não quero um homem para nada. 

- Estou melhor que nunca. Mas, todavia, “morta” para o amor. Não é isso que me está a dizer?

- Talvez; sim. Seja como for, dou-me por feliz por ter sido feliz. Durante uns anos…

 

Dou-me por feliz será parecido com dou-me como feliz. Apresento-me como se fosse feliz. Mais ou menos assim. Dou-me por feliz sugere uma camuflagem. Ou um desgosto. Uma espécie de trincheira cavada entre o presente e o futuro. Mas é muito diferente de dou-me feliz. Que talvez seja uma forma abreviada de dizermos dou-me; para ser feliz. Dou-me à felicidade, portanto. Tenho a tentação de a descobrir. Acredito nela. Ou hei-de ir “em peregrinação” até a encontrar.

A  felicidade não é um caminho. É sempre um reencontro. O reencontro com um sítio onde se foi feliz; também. Não sei se não será por isso que a felicidade parece um lugar distante. Não tanto porque ela, pelo menos, nunca tivesse existido. Mas porque a memória é sempre um lugar que se torna opaco sem o futuro.

 

 

*breve excerto incluído no livro "Quem nunca morreu de amor"

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