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Estado civil?
(em jeito de micro-história)

A partir do momento em que a conheceu, descobriu que, no amor, há quem nos "obrigue" a ser várias pessoas, e quem, porque nos ama, nos envie de volta até nós mesmos. Olhou-a em silêncio, e como quem se denuncia, declarou que "amar mais ou menos" ou ser "medianamente feliz", passariam a ser, para sempre, proibidos. "Inadiável não é o amor. É o espanto e a beleza que ele traz", pensou. E passou a viajar sem nunca sair dos olhos dela. E a falar-lhe sem, sequer, serem precisas as palavras. A partir desse dia, o amor tornou-se, enfim, urgente. E sempre que lho pedissem, escreveria:
-Estado civil?… Apaixonado!

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