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Gosto d’ “as coisas bem resolvidas”!
A sério?

"Gosto d’as coisas bem resolvidas quando termino uma relação" é uma intenção leal e generosa; sem dúvida. Mas o que é que são “as coisas bem resolvidas” quando se termina uma relação? Que fiquemos amigos das pessoas que nos decepcionaram tanto que acabámos por nos ter de separar delas? Que consigamos distinguir as boas memórias de tudo aquilo que nos magoou enquanto estivemos com elas? Que não haja forma de confundirmos aquilo que aprendemos com essa pessoa com tudo aquilo que desejávamos imenso não ter vivido com ninguém? Que consigamos esquecer que “aquela” pessoa foi nossa namorada e que daí ficou com um “estatuto” de “amigo íntimo” que nos leva a contar com ela muito para além de todos os outros nossos amigos?
E “as coisas bem resolvidas” do nosso lado, significam o quê? Que nos separamos sem remorsos e de “consciência tranquila”? Que o fazemos com a convicção de que - na relação que, agora, termina - ficámos sempre bem “na fotografia”? Que falámos sempre que devíamos ou que escutámos com “alma” e com atenção mesmo quando essa pessoa não falava, amuava ou murmurava, simplesmente?

Somos todos “demasiado” sensíveis e ilimitadamente inteligentes para chegarmos ao fim duma relação com “as coisas bem resolvidas”. Não há como! Todas as relações ficam com “pontas soltas”; para sempre. Todas as relações são histórias em que ficámos a meio. E qual é o mal de precisarmos de muito mais tempo, depois de as terminarmos, ou de novas relações para que elas fiquem um pouco mais claras, se bem que nunca completamente “bem resolvidas”? Por acaso, quando nos damos, somos calculistas ou “resolvidos”? Por acaso, (por mais que o façamos para sempre), amamos, alguma vez, até às “últimas consequências”?

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