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Morrer para o amor
Nunca se ama a olhar para trás

Receio que muitos de nós acabemos de morrer para o amor devagarinho, dum jeito passivo mas sempre de forma “assistida”. Como se nos fossemos apercebendo do modo como ele se vai desmoronando na nossa vida. E dói sempre. Muito. Ou num rompante. Ou duma forma insidiosa que corrói e maltrata. Daí que me pareça que não há nunca formas fáceis de viver a dor que traz o fim de uma relação. A não ser que, pelo menos a partir dum determinado momento, a relação já não exista (ou só se esteja nela por fora). Quanto mais ímpar e preciosa é uma relação, mais se cria um terramoto irreparável no nosso coração. E aí fica difícil imaginarmo-nos a viver depois de se morrer de amor. E, ao contrário do que a maior parte de nós imagina, os amores não desaparecem. Não vão para um cemitério no alto de cada coração. Ficam, para sempre, bem guardados dentro de nós. Deitam-se connosco, todos os dias, sempre que temos a pessoa que escolhemos ao pé de nós. E não vale a pena iludirmo-nos acreditando que podemos fugir de pensar ou controlar os “fantasmas” daquele amor. Pelo contrário, mais cedo ou mais tarde, teremos de aprender que nunca se ama a olhar para trás. 

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