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O desejo não é a versão humana do cio
O desejo liga

Mal - a meu ver - quando se fala de desejo parece falar-se, unicamente, de sexualidade. Aliás, é de tal forma assim, que, sempre que se toca no desejo, parece surgir uma espécie de “repressão”, de recato (ou de comedimento) em nós, como se o desejo fosse passível de censura. E não é! Se a intuição é o “topo de gama” do sistema nervoso humano, e a esperança aquilo que liga a memória com o futuro, o desejo liga fantasia, sonho e “fé”, “espírito guerreiro” e maravilhamento. A sexualidade precisa do desejo; claro. Mas o desejo não se esgota na sexualidade. Por outras palavras, o desejo não é a versão humana do cio. Mas não somos “pessoas” à margem da intuição, da esperança e do desejo.

O desejo não é um furor que, espontaneamente, se incendeia. O desejo liga à beleza. O desejo liga à bondade. O desejo liga à admiração. O desejo liga à inteligência. O desejo é uma escolha. O desejo liga! Liga instintos, emoções e sentimentos; capacidade de discorrer e de abstrair. Fugir do desejo é fugir de pensar. É fugir de viver. É “contentarmo-nos” por ser inconsoláveis. Enquanto se acumula, todos os dias, mais tempo perdido.

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