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Porque é que tantas pessoas bonitas se sentem mal-amadas?
Porque não dão bem conta de como são bem mais bonitas do que imaginam

Porque não nos atrevemos a compreender o amor. Porque nos desmazelamos quando se trata de cuidar de tudo aquilo que nos faz felizes. Porque nos despimos, por dentro, muito raramente, de uma ponta à outra e esperamos que quem amamos nos adivinhe, connosco quietos e calados. Porque fazemos de conta que acreditamos que fazer amor é ter desempenhos sexuais intensos e exemplares e deixamos que o corpo fale à margem da nossa imensa necessidade das palavras. Porque nunca dizemos tudo aquilo que sentimos nem tudo o que se atrapalha dentro de nós quando sentimos aquilo que sentimos. Porque nos embaraça compreender que os nossos sentimentos são aquilo que o outro sente por nós a falar no nosso corpo e, a certa altura, não é fácil perceber onde começa e acaba o que é nosso e a estranheza daquilo que se estranha e que se entranha e, não sendo só nosso, faz parte de nós. Porque falamos, vezes demais, de forma complicada e repetimos, com batotice, “amo-te muito!” quando não há forma de viver bocadinhos de absoluto - lisas sem princípio nem fim, como o amor - ao mesmo tempo que o consideramos ou “muito” ou “pouco”. Porque nos magoa mantermos uma relação porque vivemos atolados em compromissos que nos prendem quando o amor devia ser tudo aquilo que liberta.

Porque é que tantas pessoas bonitas se sentem mal-amadas?
Porque o melhor que conseguem é descobrirem que muito cedo o seu amor se tornou tarde. E se são bonitas, como são, não pode ser!

 

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