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Todo o amor se faz de segundas oportunidades
E nunca se vive sem medo

Todo o amor se faz de segundas oportunidades. E, talvez por isso, se faça com dúvidas e com contradições. Nunca se vive sem medo. E sem que acompanhe com o temor de trocarmos os nomes de quem se ama de novo com os de alguém que nos foi muito próximo durante muito tempo, baralharmos os seus gestos num preconceito qualquer que nos tenha ficado, ou confundirmos os seus pequenos nadas, com um capricho de "outro alguém" sem os quais o amor não é amor. Talvez por isso o amor nos apanhe sempre pré-ocupados. E, antes de nos dar sombra, nos preencha de sombras. Nos assombre. E nos assuste.
Só desfeitas as sombras perdemos as mágoas e as vergonhas. E só assim nos tornamos atenciosos, delicados e cuidadores. Só quando se perde o chão, um amor nos dá sombra.
Só ganhamos o céu se perdermos o chão.

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