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Deixem de falar sobre a felicidade das crianças
Por favor!

Deixem de falar sobre a felicidade das crianças. Sobretudo num registo do género: não se pode falar de felicidade sem que se fale de crianças. Porque não é verdade! As crianças, por mais que corram, que brinquem e que façam uma algazarra com alma, não são assim tão felizes, sempre, como os pais mais desejam. E não são felizes se não lhes dermos tempo para serem crianças. E não são felizes se não tiverem o direito a estar tristes as vezes que quiserem. E muito menos o são à margem dos erros. E se não tratarem as asneiras por tu.
Deixem de falar sobre a felicidade das crianças. Sobretudo quando falam delas como se não precisassem do melhor de nós para serem o melhor do mundo. Como se fôssemos todos felizes e, sobretudo, como se fosse fácil ser feliz. E não desse trabalho. E como se fosse possível sermos felizes sozinhos. Ou sem lágrimas, até.
Deixem de falar sobre a felicidade das crianças. Como se sermos felizes fosse andarmos com um sorriso - pré-fabricado - bem estampado no rosto. E baralhássemos a euforia - que é um estado de mania pegada - com a felicidade, que é um estado sereno, de bem-estar connosco e com quem só nos quer bem. Ou como se a “felicidade” “pronta a vestir” não fosse uma forma mentirosamente fácil de ser feliz. Ou se chegasse a ela sem trapalhadas ou sem a vivermos para alguém, “à bruta”, mas devagar. E com paixão.
Deixem de falar sobre a felicidade das crianças- Querem que elas sejam felizes? Dêem-lhes paz. E trabalhem, sobretudo, para ser felizes. Todos os dias.

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