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Estúpida!
A diferença entre "passar das marcas" e "pisar o risco"

Na verdade, tenho dificuldade em definir “as marcas”, quando se trata de considerar o comportamento de uma criança. Mas presumo que isso seja claro para todas as mães. Doutro modo, elas nunca se refeririam, com a maior naturalidade do mundo, ao modo como os filhos “passam das marcas” como uma coisa óbvia.
É claro - acho que isso é pacífico para todos, não é? - que as mães reconhecem que as crianças, porque são saudáveis, precisam de ”passar das marcas”. Por outras palavras, as crianças, sem “pisarem o risco”, nunca aprenderão a reconhecer “as marcas” que as mães entendem que elas não podem passar. Isto é, as crianças “consertadinhas”, “certinhas” ou “muito compenetradas” são crianças que anseiam por alguém que lhes dê um empurrãozinho para que aprendam a “pisar o risco”. Porque sem o fazerem (muitas vezes!) se transformam em crianças que se desencontram da sua infância. E isso é mau!

Mas qual será, de certo modo, a fronteira que separa as coisas que as mães exigem aos filhos (que toleram que eles esgotem as “quotas de parvoíce” que todas as crianças precisam de esgotar muitas vezes), dos momentos em que eles “passam das marcas” e precisam que lhes expliquemos “onde pára a polícia”? O risco que separa as tolices a que tem direito do “passar das marcas” é a dor que elas acabam por nos trazer. Por exemplo: “Não gosto de ti” é o “topo de gama” dos “insultos” que se podem permitir a um filho. Tudo o resto que ele diga - como “Estúpida”, por exemplo - representa um “impeachment de mãe” que qualquer “pingente armado em galifão”, mesmo quando chega da escola com os nervos em franja, não pode ter.

Mas porque as mães são tão sábias a sentir o ”passar das marcas” dos seus filhos, aceite um conselho: sempre que sinta o seu filho a ir para além do risco, não vá a correr consultar blogs, livros e tutoriais. Zangue-se com alma, nesse preciso momento. Acredite; o crescimento dele só lhe agradece!

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