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O que falta, mesmo, às mães é um verdadeiro sindicato
Para lutarem pelos seus "direitos de trabalho"

As mães saudáveis falam, como se sabe, pelos cotovelos. E quando não é preciso, elevam o tom dos agudos e arrasam nos decibéis. Mas, sempre que aquilo que está à discussão são “reivindicações laborais”, falta-lhes qualquer coisa de “frente comum sindical” e os verdadeiros usufrutuários do seu ímpeto laboral nunca as levam a sério. Porque, chegadas à altura de reivindicarem um contrato colectivo que as enquadre e proteja, um horário laboral que preveja o desgaste rápido que a função de mãe acaba por ter, um horário rígido de trabalho e um esquema de folgas rotativas ou de férias proporcionais ao “tempo de serviço”, o que é que as mães fazem? Ora entram por pequenos protestos caseiros do género: “Eu gostava era de ter 5 minutos só para mim!” (que exagera no pretérito). Ora avançam com manifestações inflamadas como: “Qualquer dia tiro férias de mãe e vocês vão ver!” (que abusa no futuro). Sem nada de greves, de entrevistas no “Jornal das 8” nem, sequer, pedidos de audiência à Presidência da República. E o resultado, qual é? Aquele que se sabe: “Népias”, como dizem os filhos. As mães continuam, por um lado, nos seus ímpetos de: “A luta continua!”. E os filhos - qual “grande capital” - a viver à conta do seu trabalho, injustamente retribuído, e sem consideração quase nenhuma por tanto desabafo.

Seja como for, onde esta carência de direitos laborais se torna gritante é - pasme-se! - nas férias.

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