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Os meninos da mamã
Já ouviu falar?

Há uma categoria de crianças refilonas e rabugentas a que as pessoas chamam, muitas vezes, meninos da mamã. São crianças em relação às quais as mães, com um sorriso de felicidade, reconhecem que elas as "tiram do sério". Ou que as "levam ao limite". E que, mesmo quando repreendidas, "têm de ter sempre a última palavra".

Estas crianças são, regra geral, molengonas. Mas só quando se trata de fazerem a cama ou de arrumarem o quarto, claro! E engonham, de tal forma, com os trabalhos de casa que as mães, por mais que as ameacem todos os dias do contrário, acabam, quase sempre, a reconhecer que elas só estudam "se eu estiver sentada, ali, ao lado".

Os meninos da mamã são crianças luminosas; é verdade. De vez em quando, perigosamente, as mães desconfiam que eles são "líderes". Talvez porque mandem mais "no jogo" do que deviam. E asseguram que têm uma personalidade "muito forte". Que é uma forma de reconhecerem que têm "um feitiozinho" muito seu. E que são "um doce". Mas que têm "mau génio", ao mesmo tempo.

Os meninos da mamã são crianças, desmedidamente, amadas pelas suas mães. Ao contrário daquilo que o seu amor por elas levaria a supor, "encolhem-se" muitas vezes quando estão com outras crianças. Porque ficam à espera que o mundo seja uma espécie de clonagem de "mamãs", acolhedoras e bondosas que, bem feitas as contas, resmunguem a torto e a direito mas que acabem sempre a fazer aquilo que eles querem com um colo pronto e um sorriso no bolso.

O grande problema dos meninos da mamã (ou "o meu bebé!" ou "o bebezão", dizem as mães) não será bem um problema… A menos que as mães, com o seu infindável amor, não lhes abram o mundo e não os deixem dar as quedas que os ensinem a levantar.

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