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Porque é que os pais "fixes" criam crianças "atrevidas"?
Ser pai é muitas das vezes não ser fixe

Porque tiveram pais mais autoritários do que seria de supor. E vivem de "coração apertado" sempre que um dos seus "Nãos!" lhes faz lembrar alguns dos momentos maus do seu crescimento. E, por causa disso, aprendem a “fazer de conta que não vêem. A dizer "Nim…". E a gastar português em demasia de cada vez que ganhariam muito mais se só dissessem ou "Sim!" ou "Não!" 
Porque vivem "atropelados" pela culpabilidade de não terem tanto tempo para os filhos como imaginam que eles precisam. E, quando estão com eles, por não estarem descontraídos e de cabeça "limpa" e só para eles. E, por causa disso, desdobram-se em compensações, "prendinhas", "programas de fim de semana" e outros pequenos-nada como se estivessem sempre a pedir-lhes desculpa por não serem bons pais.
Porque os filhos lhes dão o amor que, muitas vezes, os pais não têm doutro modo. E a sua gratidão é tanta, por se sentirem - ao menos, para os filhos - as melhores pessoas do mundo que, quando se trata de serem firmes e serenos, naquilo que lhes exigem, "tremelicam" e hesitam. Porque têm medo de perder o amor dos filhos, só por causa isso.
E porque os blogs e os textos para pais e as escolas de pais e as reportagens sobre os pais os fazem sentir que, aos olhos dos pais perfeitos que lá se "vendem", eles só podem ser "maus" pais.
A verdade é que pais inseguros do amor que dão, de coração apertado (como se estivessem sempre em falta), atormentados por viverem no receio de repetir os erros dos seus pais "mal-amados" são pais que, primeiro, se "desfazem" todos pelo amor que recebem dos filhos. Depois, "encolhem-se" quando se trata de os educarem como acham que deviam. A seguir, confundem "personalidade forte" com teimosia e "espírito de liderança" com o "vício" de mandar, a torto e a direito, nos pais, nos avós e nos amigos. Além disso, interpretam cada "Eu é que sei!" como se os filhos não pudessem ser contrariados, porque amuam. E calam-se; quando os deviam repreender! Para que, finalmente, sejam levados a supor que - sempre que os filhos lhes dão "respostas tortas" ou lhes respondem com tons de voz e com esgares de insolência - tudo se resolverá mal a adolescência passe. E, quando dão por isso, são magoados como os seus pais, quando eram autoritários, os magoaram. Sentem-se desamparados da mesma forma como, quando eram pequeninos, tantas vez se sentiram. E vivem acabrunhados porque ninguém parece ser capaz de lhes dizer que foram vítimas de si mesmos, por serem tão fixes. E que, considerando a sua intenção e a sua bondade, na verdade não mereciam ser magoados como são. E em vez de filhos agradecidos, às vezes, parecem ter adolescentes que só olham para si. E são ingratos e atrevidos.

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