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Seja responsável: faça birras! Com moderação...
Com quem mais podem os pais fazer as birras maiores?

Não é verdade que os pais não façam birras. Fazem, sim senhora. E das feias! Batem com as portas. Mandam com os papéis, de forma ríspida, para cima da mesa. Ameaçam desistir de ser pais. Amuam e abusam do: “Já me estragaste o dia!”. E não jantam! Só para castigar a família pela rezinguice-militante que andará à solta lá por casa. E, se querem uma opinião, fazem os pais muito bem em fazer birras! Aliás, se as birras são próprias das pessoas saudáveis porque é que elas haviam de ser um “produto” exclusivo das crianças?…
A verdade é que só se fala das birras dos filhos e quase nunca das birras dos pais. E isso, desculpem, é discriminação. Parece que os os pais não fazem birras; o que não é verdade. Leva a supor que são, unicamente, “vítimas” das birras dos mais pequenos; o que, às vezes, sendo um bocadinho verdade, não é, seguramente, “toda a verdade”. E que, contribuem pouco (nem que seja com um ou outro mau exemplo) para as birras dos filhos. O que, vendo bem, não é tanto assim. Seja como for, as birras, com moderação, fazem bem à saúde. Espantam o “pó dos dias”. Arejam a alma. E - de acordo... - amarrotam o coração (sobretudo quando, ainda a birra vai a meio, nos damos conta das figuras que estamos a fazer) o que é nada que não se conserte. E depois? As birras têm um efeito anti-oxidante. E são detox. Sobretudo,quando os pais entram em casa em “modo de perigo”, os filhos reagem em “modo de sobrevivência” e, em vez de tudo acabar em “modo bloqueio de segurança”, termina, antes, em modo de “tirem-me deste filme!”. O que quer dizer (por outras palavras) que, quando se trata de saber quem é o melhor a fazer as birras os pais ganham. Quase sempre. (Também, se é para fazer uma birra que se veja, ao menos, que ela saia uma coisa bem feita!)

Mas, atenção: os pais só fazem birras porque, às vezes, andam empanturrados de coisas que tiram a paciência a um santo. Sem darem conta, vivem assustados. E sem que percebam como, as crianças fazem de Alka-Seltzer. Aliás, o mal das birras não é que eles as façam. É não as pararem quando devem. Nem aproveitarem os bons exemplos que dão quando as fazem e levarem-nas até ao fim, mostrando que sempre que emendamos uma birra nunca ficamos presos só a ela. E, depois, as birras são gestos íntimos e confidenciais. Têm-se com quem é precioso e seguro. Sendo assim, com quem mais podem os pais fazer as birras maiores? Com os filhos, claro. E isso é bom! Por isso, sejam responsáveis e façam birras, sim, mas com moderação.

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