Utilizamos cookies para melhorar a sua experiência no nosso website. Ao navegar neste website está a concordar com a nossa política de cookies.
Brinquedos para bebés
Ou brinquedos de bebés?

Os bebés já nascem a pensar. Na verdade, produzem pensamentos, gerem informação e “arrumam-na”, de forma espontânea. E, para tudo o mais que não percebem, a mãe pensa por eles. “Põe” legendas onde, antes, havia sobressaltos. E vai ligando grande parte da informação que o bebé gera e nem sempre entende. 

Como ele é inacreditavelmente curioso, há muitos objectos a que deita a mão para mexer, explorar e conhecer. E, é claro, para aprender a pensar melhor. No fundo, ele compreende, em tempo real, o funcionamento de um brinquedo. E, quando o observa, o toca e o movimenta, e o tenta perceber melhor, ele estabelece uma lógica de ligações e inicia uma leitura abstracta que leva a que aprenda a fazer raciocínios sempre mais complexos que o obrigam a “puxar” pela cabeça. E a tornar-se mais inteligente!. Ao brincar, o bebé aprende a fazer ligações entre aquilo que sente, tudo aquilo que conhece e os “mistérios” que uma realidade desafiante lhe coloca, o tempo todo. 

Aquilo que, num estudo recente que orientei, fomos à procura de saber foi de que forma os brinquedos comercializados para os bebés, dos 0 aos 36 meses, se adequam às suas competências. Na verdade, os brinquedos para os bebés imaginam-nos como se eles tivessem, sobretudo, competências sensoriais. Mas eles têm, também, competências cognitivas e simbólicas. E aqui tudo se complica. Os brinquedos dedicados aos bebés são demasiado rudimentares. Imaginam que, quando muito, eles se interessam, sobretudo por texturas, cores ou, mesmo, sons. E, muito pouco, pela consistência moldável. Ou, até, pelos desafios interactivos que ele lhes possa colocar. Ligando movimentos instintivos, movimentos reflexos e movimentos intencionais. Os brinquedos para bebés são, também, motores. E muito pouco emotivos. Isto é, os bebés brincam de menos porque os brinquedos são muito mais básicos e, até, mais enfadonhos do que deviam ser. Os brinquedos não acompanham a sua competência brincar. E, muito menos, a forma como eles são, já, capazes de brincar.

subscreva