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Deus por 30 segundos
O pai no parto: sim ou não?

O pai no parto: sim ou não? Sim! Sempre que seja, medicamente, possível. Durante todo o tempo de trabalho de parto. Desde a "dilatação" até se voltar, ao quarto, com o bebé bem aconchegado. Durante as dores do parto. Na altura em que se pede a uma mãe que, aí sim, faça agora "força", para o bebé pôr a cabeça cá fora. Nos momentos em que ele é pesado. E vestido. E está, todo assustado, debaixo de uma luz vermelha que o aquece. E o que é que um pai "ganha" com isso? - pergunta-se. É a primeira pessoa - de todo o Universo!!!!! (e antes, ainda, da mãe) - a pegá-lo ao colo! A sentir o que é isso de dizermos que um bebé é o nosso menino Jesus quando (no fundo, porque ele não pesa e é tão frágil, mas é tão inacreditavelmente frágil!) somos nós que somos Deus, por causa dele. E sentimos, de forma única, que ele será aquilo que nós quisermos. E que tudo, e todo o Universo, porque ele existe, naquele momento, depende de nós. E que, em vez de nos sentirmos donos do mundo, essa experiência (brutal!) de sermos Deus por 30 segundos, nos muda, para sempre. Porque percebemos como, ao contrário do que possa parecer, essa tão espantosa responsabilidade nos faz sentir (como mais nada, até aí) pequeninos e pequeninos. E tão estranhamente humildes, que o melhor que conseguimos dizer a um filho não é bem "Olá!?" mas, simplesmente: "Eu vou amar-te, como nunca pensei ser capaz. Para sempre!". Que é aquilo que todos os pais dizem quando ficam calados, quase paralisados para que aqueles minutos nunca passem, contemplando um bebé. E tudo isto, antes de trazermos o bebé, ao colo, delicadamente, para o darmos à mãe! Com o olhar dele - note-se! - fixo, bem fixo (aliás, completamente agarrado) em nós. Quem disse que fazermos de Deus, nem que seja por trinta segundos, não põe todas as coisas pelas quais nos consumimos na categoria de lixo? Muda tudo! Só muda! E, depois, quando o colocamos no colo da mãe, e vemos nela o olhar mais bondoso que jamais fomos capazes de ver, percebemos que mais alguém, para além de nós, faz de Deus, por causa dele. E é a partir daí que a nossa vida começa a contar. Quase do zero. Doutra maneira.

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